
Não sei quantas almas tenho. Cada momento mudei. Continuamente me estranho. Nunca me vi nem acabei. De tanto ser, só tenho alma. Quem tem alma não tem calma. Quem vê é só o que vê, Quem sente não é quem é,
Atento ao que sou e vejo, Torno-me eles e não eu. Cada meu sonho ou desejo É do que nasce e não meu. Sou minha própria paisagem; Assisto à minha passagem, Diverso, móbil e só, Não sei sentir-me onde estou.
Por isso, alheio, vou lendo Como páginas, meu ser. O que sogue não prevendo, O que passou a esquecer. Noto à margem do que li O que julguei que senti. Releio e digo : "Fui eu ?" Deus sabe, porque o escreveu.
Fernando Pessoa

Canta onde nada existe
O rouxinol para seu bem (?),
Ouço-o, cismo, fico triste E a minha tristeza também (?)
Janela aberta, para onde
Campos de não haver são
O onde a dríade se esconde
Sem ser imaginação.
Quem me dera que a poesia
Fosse mais do que a escrever !
Canta agora a cotovia
Sem se lembrar de viver...


Quem era eu sem voces na minha vida?
Como seria a minha vida sem voces? Nao seria nada, seria esteril e mundana, voces os 3 fazem a vida colorida e a enchem de risos e alegria.
Ver o mundo com voces e pelos vossos olhos, que maravilha!
Amo-vos
Novas Amigas aonde nao esperamos encontrar, um olhar antigo de quem se conhece noutra dimensao: servico, espiritualidad

Uma nova amiga: Nura
2 comments:
E uma velha amiga!
Beijinhos,
Dadinha
"é que hoje fiz um amigo e coisa mais preciosa no mundo não há"
Beijos,
J.
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